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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estado Moderno e o Absolutismo



A Idade Média foi um período de mudanças radicais na civilização ocidental. Uma era de transição na ECONOMIA (com o capitalismo nascente rompendo as formas feudais), com a CULTURA (com o brilho do renascimento), e na RELIGIÃO (Com a contestação da Reforma Protestante).
  Nesta época o homem revolucionou os mapas geográficos conquistando novos continentes. Cresceu o mundo e com ele as fronteiras da mente humana.
O estado Moderno
A centralização do poder político
Durante a Idade Média, o poder político era controlado pelos diversos senhores a feudais, que geralmente se submeteram ao imperador do Sacro Império e do Papa. Não haviam estados nacionais centralizados.
As crises no final do período provocaram a dissolução do sistema feudal e prepararam o caminho para a implantação do capitalismo.
  A terra deixou de ser a única fonte de riqueza. O comercio se expandia trazendo grandes transformações econômicas e sociais. Alguns servos acumulavam recursos econômicos e libertavam-se dos senhores feudais e migravam para as cidades. Em algumas regiões afastadas senhores feudais ainda exploravam seus servos A consequência desses maltrato foi a revoltas dos camponeses. A expansão do comércio contribuiu para desorganização do sistema feudal, e a burguesia , que era a classe ligada ao comercio,tornou-se cada vez mais rica e poderosa e consciente que a sociedade precisa de uma nova organização política.
Para a classe da burguesia continuasse progredindo, necessitava de um governos estáveis e de uma sociedade ordeira.
Acabar com as constantes guerras e intermináveis guerras entre os membros da antiga nobreza feudal. Eram guerras fúteis que prejudicavam muito o comércio.
Diminuir a quantidade de impostos sobre as mercadorias cobrados pelos vários senhores feudais.
Reduzir o grande número de moedas regionais, que atrapalhava os negócios.
Importante setor da burguesia e de uma nobreza progressista passou a contribuir para o fortalecimento da autoridade dos reis. O objetivo era a construção das MONARQUIAS NACIONAIS capaz de investir no desenvolvimento do comercio, na melhoria dos transportes e na segurança das comunicações.
A formação do Estado Moderno
O processo histórico levou ao surgimento do Estado Moderno, que se formou em oposição a duas forças características da Idade Média;
O regionalismo dos feudos e das cidades, este gerava a fragmentação político-administrativo.
O universalismo da Igreja católica (e do sacro Império), que espalhava seu poder ideológico e político sobre diferentes regiões europeias, esse universalismo gerava a ideia de uma cristandade ocidental.
Vencendo os regionalismos e o universalismo medieval, o Estado moderno tinha por objetivo a formação de sociedade nacional, com as seguintes características:
Idioma comum: O elemento cultural que mais influenciou o sentimento nacionalista foi o idioma. Falado pelo mesmo povo, o idioma servia para identificar as origens, tradições e costumes comuns de uma nação.
Território definido: Cada estado foi definido suas fronteiras políticas, estabelecendo os limites territoriais de cada governo nacional.
Soberania: No mundo feudal, o poder estava baseado na suserania, isto é na relação e subordinação entre o suserano (senhor) e o vassalo . Aos pouco no lugar do suserano, foi surgindo a noção de soberania, pela qual o soberano (governante) tinha o direito de fazer valer as decisões do Estado perante os súditos.
Exército permanente: Para garantir as decisões do governo soberano, foi preciso a formação de exércitos permanentes, controlados pelos reis (soberano).
O absolutismo Monárquico
Todo o poder para o rei
Com a formação moderna, diversos reis passaram a exercer autoridade nos mais variados setores: organizavam os exércitos, que ficava sobre o seu comando, distribuíam a justiça entre seus súditos, decretavam leis e arrecadavam tributos. Todo essa concentração de poder passou a ser denominado absolutismo monárquico.
Porque a sociedade permitia a concentração do poder em mãos de uma só pessoa?
Teóricos tentam responder, formulando justificativas destacam-se os seguintes:
Jean Bodin: Todo aquele que não se submetesse á autoridade realmente seria considerado inimigo do Deus e do progresso social. Segundo Bodin, o rei devia possuir poder supremo sobre os súditos, sem restrições determinadas pelas leis. Essa é a teoria da origem divina do poder real.


Thomas Hobbes: Escreveu o livro Leviatã, titulo que se refere ao monstro bíblico que governava o caos.
Primitivo. Ele compara o Estado a um monstro todo poderoso especialmente criado para acabar com a anarquia da sociedade primitiva. Segundo ele, nessas sociedades o “Homem era o lobo do próprio homem”, vivendo em constantes guerras e matanças cada qual procurando garantir a sua própria sobrevivência. Só havia uma solução para acabar com a brutalidade entregar o poder a um só homem, que seria o rei. Esse rei governaria a sociedade, eliminando a desordem e dando segurança á população. Essa é a teoria do contrato social.

Jacques Bossuet: Bispo francês reforçou a teoria da origem divina do poder do rei. Segundo Bossuet, o rei era um homem predestinado por deus para subir ao trono e governar toda á sociedade. Por isso não deveria dar explicação a ninguém sobre suas atitudes. Só Deus poderia julgá-la. Bossuet criou uma frase que se tornou verdadeiro lema do Estado absolutista ‘um rei, uma fé, uma lei’.



Principais estados Absolutistas

Com se desenvolveu o processo de formação do estado moderno absolutista em alguns países europeus.
Portugal
Portugal surgiu como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henrique, o indicar da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros (conjunto de população árabes, etíopes, turcomanas e afegãs) da península Ibérica. A luta prosseguia até 1249 com a vitória portuguesa e a conquista de Algarves (sul de Portugal). Com o rei. D. Dinis interrompeu-se a conquista no plano militar, iniciando-se um período de reorganização interna de Portugal. As fronteiras do país já estavam definidas.
Em 1383, com D. João, mestre de Avis, teve início a nova dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputa entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia de portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Depois da Revolução de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D.João. E este apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugal o primeiro país europeu a constituir em Estado absolutista e mercantilista.
Espanha
Durante séculos, os diversos reinos cristãos que ocupavam o território espanhol(reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão) lutaram pela expulsão dos mulçumanos da península Ibérica. A partir do século XIII, só havia na Espanha dois grandes reinos fortes e em condições de disputar a liderança cristã da região: o de Castela e o de Aragão.
Em 1469, a rainha Isabel, de Castela, casou-se com o rei Fernando de Aragão. O casamento unificou politicamente a Espanha . A partir desse momento, os espanhóis intensificaram as lutas contra os árabes, que ainda ocupavam a cidade de Granada, na parte sul do país, Após a completa expulsão dos árabes, o poder real se fortaleceu e,com a ajuda da burguesia, a Espanha também se lançou ás grande navegações marítimas pelo Atlântico.
França
O processo de centralização do poder monárquico na França teve início com alguns reis da dinastia dos Capetos, que desde o séc. XIII tomaram medidas para a formação do estado francês. Entre essas medidas destacaram-se a substituição de obrigações feudais por tributos pago á coroa real a restrição da autoridade plena do papa sobre os sacerdotes franceses , a criação progressista de exército nacional subordinado ao rei, e a atribuição dada ao rei, de distribuir justiça entre os súditos.
Foi, entretanto, durante a guerra dos cem anos (1337-1453), entre a França e Inglaterra, que cresceu o sentido nacional francês. Durante os longos anos da guerra, a nobreza feudal enfraqueceu-se enquanto o poder do rei foi aumentando.
Depois desse conflito, os sucessivos monarcas franceses fortaleceram ainda mais o poder real. Mas no período em que vai de 1559 a 1589 autoridade do rei voltou a cair em consequência de guerras religiosas entre os grupos protestantes e católicos.
Só Henrique IV (1589-1619), o rei francês alcançou a paz. Antigo líder protestante, Henrique IV converteu-se ao catolicismo, afirmando: Paris vale bem uma missa. Promulgado o Edito de Nantes (1598), Henrique IV garantiu a liberdade de culto aos protestantes e passou a dirigir a obra de reconstrução político-econômico da França.

Luís XIV, conhecido como o Rei sol, tornou-se o símbolo supremo do absolutismo francês. A ele atribuiu a famosa frase (o Estado é meu). Revogou o Edito de Nantes, que concedia liberdade de culto aos protestantes. Essa intolerância religiosa provocou a saída de aproximadamente 500 mil protestantes do país, entre os quais ricos representantes da burguesia. Esse fato teve graves consequências para a economia francesa. E provocou sérias críticas da burguesia ao absolutismo monárquico.

Luís XIV e Luís XVI, ambos deram continuidade ao regime absolutista. Em 1789, explodiu a Revolução Francesa, que pôs fim á monarquia absolutista.
Inglaterra
O absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII (1485-1509), fundador da dinastia dos Tudor. A burguesia inglesa, identificada com as atividades do comercio e das manufaturas, prestou seu apoio a Henrique VII para que se conseguisse a pacificação interna do país.
Fortalecidos os sucessores de Henrique VII ampliaram os poderes da monarquia e diminuíram os poderes do parlamento inglês. No reina da rainha Elisabete I, o absolutismo monárquico inglês fortaleceu-se ainda mais. O poder real passou a colaborar ativamente com o desenvolvimento capitalista do país. Foi no reina de Elisabete que começou a expansão colonial inglesa, com a colonização da América do Norte e o apoio aos atos de pirataria contra navios espanhóis.
Com a morte de Elisabete, chegou ao fim a dinastia dos Tudor. A rainha não deixou descendente. Por isso seu trono foi para seu primo Jaime, rei da escócia, que se tornou soberano dos dois países com o titulo de Jaime I a dinastia dos Stuart, que procurou implantar juridicamente o absolutismo na Inglaterra. Para isso, era preciso retirar todo o poder do Parlamento.

domingo, 5 de maio de 2013

EXPANSÃO MARÍTIMO-COMERCIAL


















































































































Alguns motivos para as navegações: 
Era necessário quebrar o monopólio árabe-italiano no comércio de especiarias (cravo, canela, pimenta, noz-moscada, gengibre) e de artigos de luxo (porcelana, tecidos de seda, marfim, perfumes). Até então, os mercadores de cidades como Gênova e Veneza controlavam a entrada de todos os produtos vindos do Oriente     ( Ásia e África). Era preciso encontrar outras rotas que evitasse o mar Mediterrâneo.

•             A grande crise dos séculos XIV e XV: A Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra marcou toda a Europa, comprometendo as rotas comerciais terrestres que cruzavam a França. E, por sua vez a peste negra trouxe uma forte retração nas atividades comerciais, uma vez que dizimou a população. E, também para completar veio uma grande fome sob a população, devido a falta de alimentos. Era necessário conquistar novos mercados, fora da Europa, que fornecessem alimentos e também matéria-prima para incrementar as atividades econômicas.
•             Novos mercados para o artesanato e as manufaturas urbanas precisavam ganhar novos consumidores. Do contrário, permaneceriam estagnados, atendendo apenas às modestas necessidades de consumo das populações locais.
•             A Europa vivia um momento de esgotamento das minas de metais preciosos, o que bloqueava o comércio e provocava uma verdadeira sede de ouro. Era necessário descobrir jazidas de metais preciosos em outras regiões do mundo.
•             Foram os Estados nacionasi, já fortalecidos que impulsionaram a expansão marítima. O rei estaria assim, aumentando seus poderes, a nobreza manteria seus privilégios e a burguesia, aumentaria seus lucros.
•             Propagação da fé cristã.                              
•             Evolução tecnológica apropriada: navios, mapas, instrumentos de navegação ( bússola, do astrolábio e do quadrante, a caravela), a aceitação do conceito de que a Terra é redonda, etc.

A navegação marítima


No século XV, como não se conhecia o tamanho e a forma exata do planeta, quase todos tinham medo das longas viagens marítimas, principalmente pelo oceano Atlântico, conhecido como "Mar Tenebroso". Além disso, fantasias e lendas criavam um clima de insegurança entre os marinheiros.

Entretanto, a possibilidade de enriquecimento e de viver em melhores condições fazia com que muitos participassem das grandes viagens, mesmo temendo o mar. O tempo e a experiência marítima foram mostrando que muitos medos era justificados (tempestades ou naufrágios) e outros eram imaginários ( monstros marinhos e abismos, por exemplo).

A vida dos marinheiros nos navios não era fácil. Os alojamentos da tripulação eram imundos, rústicos e apertados, e as viagens, longas e desconfortáveis. Muitos morriam de escorbuto, devido à escassez de legumes e verduras (fontes de vitaminas C) na alimentação.

Contudo, diversas inovações técnicas colaboraram para o desenvolvimento da navegação marítima de longa distância, como a caravela, a cartografia e a bússola. A caravela foi a principal embarcação marítima utilizada pelos portugueses, era um navio de estrutura leve movido pelo vento; sua principal característica era a vela de formato triangular (latina), que podia ser ajustada em várias direções para captar a força do vento. Assim, qualquer que fosse o sentido do vento, a caravela podia navegar na direção desejada pelo piloto. Com as viagens marítimas, a cartografia (elaboração de mapas) teve significativo desenvolvimento. A partir do século XV, surgiram mapas com os primeiros registros das terras descobertas na África e na América. Esses mapas eram considerados verdadeiros segredos de Estado, mas as informações circulavam quando o navegador de um país passava a servir a outro.

Outro instrumento de orientação espacial introduzido na navegação europeia desse período foi a bússola, cuja invenção é atribuída aos antigos chineses. Foram, porém, os árabes que a levaram para a Europa, onde começou a ser utilizada pelos navegadores.
Trecho do livros História Global de Gilberto Cotrim

Expansão portuguesa

Com a unificação como monarquia nacional desde 1385, quando João I venceu a disputa com o reino de Castela e assumiu o trono do país na Revolução de Avis, Portugal foi a primeira nação europeia a lançar-se ao oceano Atlântico. Além do governo forte, outros fatores que explicam a primazia portuguesa são a posição geográfica favorável, a situação de paz interna (ao contrário da França e da Inglaterra, envolvidas na Guerra dos Cem Anos), a determinação de disseminar a fé cristã e a avançada tecnologia náutica, cujos estudos - que resultaram na invenção da caravela- se concentravam na célebre Escola de Sagres.
Principais fases da expansão portuguesa
1.            A conquista de Ceuta
Dominada por árabes, Ceuta era um rico centro de negócios e militar situado no norte da África, onde se vendiam e compravam sedas, marfim, cera, mel, ouro e escravos. Entretanto, a conquista portuguesa deu-se de forma tão violenta e destrutiva que os comerciantes árabes afastaram-se da cidade. Depois de saqueada pelos portugueses, Ceuta perdeu seu brilho como centro comercial.
1.            A chegada de Vasco da Gama às Índias
O sonho dos portugueses era: chegar às Índias contornando a costa do continente africano (périplo africano). Para isso, os portugueses foram, pouco a pouco, avançando pela costa africana e estabelecendo feitorias (postos comerciais, onde obtinham ouro, sal, marfim, pimenta e escravos) pelo litoral. Finalmente, em 1498, Vasco da Gama chegou às Índias (Calicute), realizan0do o sonho dos portugueses.

Ampliam-se os horizontes para Portugal


1415: Conquista de Ceuta.
1434: Gil Enéas ultrapassa o cabo Bojador, considerado um temido obstáculo pelos portugueses.
Em 1460, Portugal já havia chegado até a região da atual Serra Leoa. E para ajudar o católico país de Portugal, o papa Eugênio IV, garantiu-lhe através de uma bula o monopólio comercial no continente africano e o direito de “capturar e subjugar os sarracenos (muçulmanos) e pagãos (africanos) e qualquer outro incrédulo ou inimigo de Cristo, como também seus reinos, ducados, principados e outras propriedades, assim como reduzir essas pessoas à escravidão perpétua”.
Em 1488 Bartolomeu Dias dobrou a extremidade sul do continente africano, chamando o acidente geográfico ali encontrado de cabo das Tormentas, mudando esse nome para cabo da Boa Esperança.
Em 1498 Vasco da Gama a chega a Calicute, na Índia atual. Era a prova definitiva de que se podia chegar ao Oriente sem passar pelo Mediterrâneo.
Em 1500 Pedro Álvares Cabral afastando-se da costa africana alcançou terras a oeste do Atlântico Sul. As razões desse afastamento - se propositado ou acidental - são discutidas até hoje entre alguns historiadores. Cabral avista um monte que recebeu o nome de monte Pascoal (por ser a semana da Páscoa); aterra foi batizada com o nome de Vera Cruz, posteriormente alterado para Terra de Santa Cruz. O nome atual, Brasil, só passou a ser adotado a partir de 1503, devido à grande quantidade da árvore chamada pau-brasil encontrada no litoral. Após isso, Cabral segue viagem em direção à Índia, a fim de estabelecer tratados de comércio com os povos do Oriente.
Pero Vaz de Caminha, escrivão de Cabral descreve o Brasil ao rei de Portugal:
Esta terra, Senhor, é muito formosa. Nela até agora não podemos saber se haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal..., porém a terra em si é de muito bons ares: as águas são muitas, infindas; em tal maneira é graciosa, que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela de tudo, porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente...
 Em 1501 o florentino Américo Vespúcio, a serviço do rei de Portugal, mapeou essas terras, chegando à conclusão de que não faziam parte das Índias, mas sim de um novo continente que, em sua homenagem, passou a ser chamado de America.
Entretanto, o enriquecimento do reino português era apenas aparente. Além de contar com os escassos recursos humanos e materiais, seus empreendimentos marítimos não condiziam com a dependência em relação a outros centros, especialmente as companhias comerciais holandesas e italianas. Interesses mercantis submetidos aos da coroa e nobreza a ela associada sugavam recursos e se tornariam mais um entrave ao desenvolvimento comercial. Assim, o capital gerado no processo acabou sendo transferido para outros centros europeus, seja pela dependência de financiamentos externos, seja pelos gastos da coroa e da nobreza, o que impediu um processo e acumulação de capitais para investimentos dentro do próprio reino.
Expansão Espanhola
Ocupados com a unificação dos reinos locais de Aragão e Castela, que ocorreu em 1469, e com a expulsão dos árabes, na Guerra da Reconquista, que só se concluiria em 1492, os espanhóis começaram sua expansão marítima um pouco mais tarde. Em 1492, os reis Fernando de Aragão e Isabel de Castela aprovaram o audacioso plano de Cristóvão Colombo de chegar ao Oriente indo rumo ao Ocidente. No meio do caminho, no entanto, o navegador deparou com as Bahamas. O episódio ficaria conhecido como o descobrimento da América. Porém, até então, pensava-se que as terras faziam parte da Ásia. Sendo assim, Portugal reivindicou direitos sobre as áreas descobertas, e, em 1493, as duas potências assinaram sob a intermediação do papa Alexandre VI a Bula Intercoetera, por essa os espanhóis tinham assegurado a posse das terras americanas descobertas ou a descobrir. Restava a Portugal a posse das terras africanas. Substituída no ano seguinte pelo Tratado de Tordesilhas, dividindo entre si as terras já conhecidas e as que ainda seriam descobertas por meio de uma linha imaginária localizada a 370 léguas do arquipélago de Cabo Verde. As terras situadas a oeste do meridiano de Tordesilhas pertenceriam à Espanha, enquanto as terras a leste seriam portuguesas. O "mundo descoberto" foi, assim, dividido entre portugueses e espanhóis. Entretanto, outros reis como o da França e o da Inglaterra, não concordavam com essa divisão.
Outros navegadores espanhóis
1499: Alonso Ojeda chega à Venezuela.
1500: Vicente Pinzón chega ao Brasil, no Amazonas
1511: Diogo Velasquez conquista Cuba.
1512: Ponce de León conquista a Flórida.
1513: Vasco Nunez Balboa alcança o oceano Pacífico.
1516: Dias Sólis chega ao rio da Prata.
1519: Fernão de Magalhâes e Sebastião del Cano partem para a primeira viagem de circunavegação( volta completa ao mundo). Magalhães morre durante a viagem e Sebastião completa viagem em 1521.
1519: Fernão Cortez inicia a conquista do México.
1531: Francisco Pizarro inicia a conquista do Peru.
1537: João Ayola chega ao Paraguai.
1541: Francisco Orellana explora o rio Amazonas.
Navegações Francesas, Inglesas e Holandesas.
Igualmente interessados em um novo caminho para o Oriente, e , não aceitando o Tratado de Tordesilhas, que dividia o mundo de então, entre Portugal e Espanha, franceses e ingleses lançaram-se às explorações marítimas, concentrando-se no Atlântico Norte, pois espanhóis e portugueses já se dedicavam às rotas do Atlântico Sul. Com isso, supunham que poderiam encontrar uma "passagem noroeste" para a Ásia. A sonhada passagem noroeste não foi encontrada, mas possibilitou que França e Inglaterra ocupassem a parte norte da América, além de praticar a pirataria. Na Inglaterra, a pirataria foi oficializada. A monarquia inglesa autorizava ataques e pilhagens contra navios de nações inimigas, desde que os piratas (chamados de corsários ) dividissem os lucros dos saques com o governo inglês.
•             França: 1524: Giovano Verrazano explorou vasta região do litoral leste da América do Norte. 1534: Jacques Cartier explorou a região do atual Canadá navegando pelo rio São Lourenço.
•             Inglaterra: 1497: Giovanni Caboto atingiu a América do Norte (atual Canadá). 1577: Francis Drake, pirata inglês, empreendeu a segunda viagem de circunavegação, assaltando navios espanhóis.
•             Holanda: 1609: Henry Hudson descobriu na área que hoje corresponde aos EUA o rio que atualmente leva o seu nome (rio Hudson). 1624: A Companhia das Índias Ocidentais invade a Bahia, no Brasil. 1630: Forçados a se retirar da Bahia, os holandeses atacaram Pernambuco e conquistaram a região açucareira. Permaneceram no Brasil até 1654.
Consequências das navegações

Além de resultar na formação de enormes impérios coloniais, principalmente na América, a descoberta de novas terras e rotas comerciais provocou alterações profundas na sociedade europeia. O Velho Mundo se tornou o centro e o principal beneficiado de um comércio mundial que interligava quatro continentes. Por causa disso, a diversificação dos produtos e o aumento dos valores negociados proporcionaram um enriquecimento maciço das burguesias. Essas mudanças, ficaram conhecidas como Revolução Comercial. Podemos definir a Revolução Comercial como o conjunto de mudanças que se operaram na economia mundial entre os séculos XV e XVII,consolidando de forma definitiva os alicerces do mundo capitalista. O mar Mediterrâneo, que constituía o principal eixo econômico europeu, acabou sendo suplantado pelo oceano Atlântico. O desenvolvimento da navegação através desse oceano possibilitou o acesso a vastíssimas regiões do globo até então desconhecidas dos europeus, tornando o comércio uma atividade de escala mundial.
A exploração das terras americanas, africanas e asiáticas significou, assim, não só a ampliação das opções de comércio, mas também a maior diversificação dos produtos comercializados e a expansão dos mercados consumidores e abastecedores. Além disso, a descoberta das jazidas minerais americanas assegurou o afluxo de grandes quantidades de metais preciosos, solucionando o problema da carência monetária europeia. Assim, a expansão marítima, e o comércio europeu, estabeleceriam as condições financeiras necessárias para a burguesia europeia produzir, por meio da acumulação primitiva de capitais, verificada durante o período da Revolução Comercial, uma transformação ainda maior: a Revolução Industrial.

O poeta Fernando Pessoa ao escrever sobre as navegações, está também, refletindo temas atuais e

universais que preocupam os homens hoje.
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não canto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torna-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a mina alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade, ainda que para isso tenha de a perder como minha (...).
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele espelhou o céu.
Indios da aldeia Krukutu
                                                                                                   

Visita a aldeia Krukutu em Colônia, Parelheiros- Com Tatiane Prestes,  Thiago Vaz e  Leonardo Souza



Making Off do Programa Lousa Digital - 2013


Segunda Guerra Mundial 1939 - 1945


Pode- se dizer que uma das principais causas da Segunda Grande Guerra foi o Tratado de Versalhes.
Esse Tratado, assinado em 1919 e que encerrou oficialmente a Primeira Grande Guerra, determinava que a Alemanha assumisse a responsabilidade por ter causado a Primeira Guerra e obrigava o país a pagar uma dívida aos países prejudicados, além de outras exigências como o impedimento de formar um exército reforçado e o reconhecimento da independência da Áustria. Isso é claro, trouxe revolta aos alemães, que consideraram estas obrigações uma verdadeira humilhação.
Causas da Guerra
·        Revanchismo alemão
·        Regimes totalitários e nacionalismo
·        Expansionismo
·        Invasão da Polônia – causa imediata do conflito
Na Europa surgiram partidos políticos que pregavam a instalação de um regime autoritário. Esses partidos formavam um movimento denominado Fascismo. Os fascistas acreditavam que a democracia era um regime fraco e incapaz de resolver a crise econômica. O país precisava de um líder com autoridade suficiente para acabar com a “bagunça” instalada, promovida por grevistas, criminosos e desocupados. Os fascistas e tinham por objetivo dominar os povos, que na opinião deles eram inferiores, e construir grandes impérios.
PRINCIPAIS DITADORES FASCISTAS
·        Benito Mussolini: Itália.
·        Hitler: Alemanha (Os fascistas alemãs eram chamados de nazistas).
·        Franco: Espanha.
PRINCIPAIS IDEIAS FASCISTAS
·         Anticomunismo
·         Antiliberalismo (os fascistas defendiam um regime ditatorial)
·         Totalitarismo (o indivíduo deve obedecer ao Estado)
·         Militarismo e Culto à violência (a guerra era considerada a atividade mais nobre do homem).
·         Nacionalismo xenófobo (xenofobia: ódio a tudo que é estrangeiro)
·         Racismo
Na Alemanha, Hitler queria formar uma “raça ariana”, ou seja, uma raça superior a todas as outras.
Formaram-se os dois grupos responsáveis pelo conflito:
EIXO: Alemanha + Itália + Japão
ALIADOS: Inglaterra + França + URSS + EUA+ Brasil
O INÍCIO DA GUERRA
O início da guerra se deu quando Hitler invadiu a Polônia em setembro de 1939.
A razão desta invasão foi o fato da Polônia ter conseguido (através do Tratado de Versalhes) a posse do porto de Dantzig. Hitler não queria isso, ele queria que Dantzig fosse incorporada à Alemanha.
Nos primeiros anos da guerra, as Potências do Eixo levaram vantagem.
A Alemanha tomou a Polônia, Bélgica, Noruega, Dinamarca e Holanda.
Em 1940 a França se rendeu e em seguida foi a vez da Romênia, Grécia e Iugoslávia.
A Inglaterra foi bombardeada, porém resistiu.
Hungria, Bulgária e Romênia se uniram às Forças do Eixo.
Em 1941, o Japão atacou Pearl Harbor e partia para dominar a Ásia. Dias depois Hitler declarava guerra aos EUA.
A entrada dos americanos na guerra reforçou o lado dos Aliados, pois os EUA possuíam uma variedade de recursos bélicos.
Hitler já se achava vencedor, quando as coisas começaram a mudar.
O líder nazista achava que a URSS ainda era um país atrasado e cheio de analfabetos, ele não tinha ideia que o país havia crescido e se tornado uma grande potência.
Ao ordenar o ataque à URSS, os nazistas se depararam com uma grande muralha ofensiva e pela 1ª vez se sentiram acuados.
AS PERDAS NAZISTAS E O FIM DA GUERRA
O final da guerra começou quando Hitler deslocou suas tropas em direção ao Cáucaso, fonte de petróleo da URSS, pois foi nessa região que aconteceu a Batalha de Stalingrado (entre setembro de 1942 e fevereiro de 1943), que deixou mais de um milhão de nazistas mortos. A Batalha de Stalingrado é considerada a maior derrota alemã na guerra.
O Exército Vermelho Soviético foi vencendo e empurrando os nazistas de volta à Alemanha, como vingança os nazistas queimavam e matavam tudo que viam pela frente.
A tentativa de ocupar Stalingrado foi frustrada e o restante do exército que lutava nessa frente rendeu-se aos russos em 1943. Essa vitória trouxe novos rumos ao conflito. As Potências do Eixo perderam 2 países (Marrocos e Argélia) e em junho de 43 os Aliados conquistaram a Sicília.
Todas estas vitórias trouxeram conflitos internos entre os fascistas e estas divergências acabaram por afastar Mussolini do poder. O seu lugar foi assumido pelo Rei Vítor Emanuel que em 1943 assinou um armistício (trégua) com os Aliados e declarou guerra à Alemanha.
No dia 6 de junho de 1944 – chamado o Dia D – os aliados tomaram a Normandia e o cerco alemão sobre a França foi vencido.
Em agosto os Aliados libertaram Paris.
A alta cúpula alemã já previa a derrota, mas Hitler não aceitava esta verdade.
No mesmo ano, querendo dar fim à guerra, oficiais nazistas tentaram matar Hitler num atentado a bomba, mas falharam.
A guerra prosseguia com vários ataques dos aliados e os alemães já sentiam que o fim estava próximo.
Em abril de 45, tropas aliadas – americanas inglesas e russas - invadiram a Alemanha.
Mussolini foi capturado ao tentar fugir para a Suíça. Ele foi condenado ao fuzilamento. Sua morte se deu no dia 28 de abril de 1945, 2 dias depois Hitler se suicida e no dia 8 de maio a Alemanha se rende.
Embora a guerra tenha terminado na Europa, ela continuava no pacífico e na Ásia. O Japão sofria derrotas diante dos EUA, já que não podia competir com os armamentos norte-americanos. Os japoneses estavam quase se rendendo quando
no dia 6 de agosto de 45, os EUA jogaram uma bomba atômica em Hiroshima e 3 dias depois, foi a vez de Nagasaki ser destruída pela bomba.
O lançamento das bombas causou a rendição dos japoneses.
O HOLOCAUSTO
Os nazistas eram anti-semitas. Eles odiavam judeus e queriam eliminá-los para garantir a superioridade da raça ariana.
Os judeus foram enviados aos campos de concentração para serem mortos, que no total somavam mais de 6 milhões. O mais famoso campo de concentração foi o de Auschwitz (localizado na Polônia).
Não foram somente os judeus que foram perseguidos. Homossexuais e ciganos também sofreram perseguições e passaram fome.
O BRASIL NA GUERRA
Milhares de soldados brasileiros foram lutar na guerra. Sua participação foi modesta, já que não tínhamos um armamento igual ao dos americanos. Mas a participação dos pracinhas foi tão importante que ao voltarem para o Brasil foram considerados heróis.
CONSEQÜÊNCIAS DA GUERRA
A guerra terminou em 1945 e deixou para trás mais de 40 milhões de mortos e cidades em ruínas, fora os que ficaram mutilados, sem moradia e sem família. Os Aliados instauraram o Tribunal de Nuremberg para julgar os fascistas por crimes de guerra. Os nazistas responsáveis pela morte de judeus ou civis foram condenados à morte ou à prisão perpétua.
Logo após a guerra foi fundada a ONU (Organização das Nações Unidas), localizada em Nova York. Sempre que surge um conflito internacional, o Conselho de Segurança da ONU procura resolver o problema com diálogos e cooperação. Um dos órgãos mais importantes da ONU é a UNICEF.
Após a guerra o mundo iniciava uma nova fase histórica: a de reconstrução. Os EUA e a União Soviética saíram do conflito como duas grandes potências mundiais.
Os EUA saíram da guerra como a maior potência mundial.
A URSS ficou em segundo lugar. O país teve 25 milhões de mortos e parte de suas construções sumiu do mapa.
Uma das maiores consequências da Segunda Guerra foi a rivalidade entre esses 2 países, rivalidade esta, que resultou na Guerra Fria.
FASES DA GUERRA
1º FASE: 1939 – 1942 – Expansão territorial do Eixo, Blitzkrieg (guerra relâmpago alemã) Os  Alemães invadem a URSS,  ocupação alemã da França e ataque japonês a base norte-americana de Pearl Harbor.
2º FASE: 1942 – 1944 - Contraofensiva dos aliados, entrada dos Estados Unidos no conflito, japoneses e alemães perderam domínios e recuam, os Aliados preparam o DIA D.
3ª FASE: 1944 – 1945 – Dia D – desembarque das tropas aliadas na praia da Normandia e libertação da França, derrota alemã para os soviéticos, entrada do Brasil na guerra, rendição da Itália e Alemanha, ataque das bombas atômicas nas cidades japoneses de Hiroshima e Nagasaki, rendição do Japão.


República de Vichy
            Assim como imposto aos alemães no final da Primeira Guerra Mundial, Hitler impôs aos franceses a divisão da França em duas partes: o norte, que concentrava as cidades mais industrializadas, incluindo Paris, ficava sob o domínio alemão e no sul seria instalado o governo francês, sediado na cidade de Vichy.
            Na zona administrada pela França, o general Henry Pétain assumiu o poder e implantou  um regime alinhado as ideias de Hitler. Pétain era fiel aos acordos com a Alemanha e passou a perseguir os inimigos de Hitler adotando a política antissemita do nazistas.
           Enquanto a França era ocupada pelos nazistas, o general Charles de Gaulle, no exílio, assumia a bandeira da resistência para a libertação francesa.